22 de fevereiro de 2008

DIÁRIO DE LEITURAS - A menina que roubava livros



FICHA TÉCNICA

NOME: A menina que roubava livros(The book thief)

AUTOR: Markus Zusak

EDITORA/PUBLICAÇÃO: 2006 Editora Intriseca

PALAVRAS-CHAVE:Coragem, Dignidade, Cumplicidade, Saudade, Racismo, Alienação.

FRASE MARCANTE: “Odiei as palavras e as amei,espero tê-las usado direito”(Liesel Meminger)

PERÍODO DE LEITURA: Janeiro/Fevereiro de 2008


COMENTARIO/SINOPSE:

A estrutura da narração é fantástica e inovadora! A contextualização da época em que se passa o romance(Período entre guerras/II Guerra Mundial) se da de forma envolvente, evitando possíveis “maçadas”. O enredo e os personagens são dotados de carga dramática sem perder a verossimilhança histórica. Alias, no enredo tem de tudo um pouco! Drama, suspense e comicidade na medida certa. A ambientação da Alemanha totalitária, com conflitos vividos na época não poderia ter sido feita de modo mais adequado. Ah! Não da pra tecer qualquer tipo de comentário sobre A menina que roubava livros sem falar da “Morte”...! O Markus Zusak da um show de arrojo ao usar-la como narradora da estória de Liesel Meminger. Os comentários da mesma são dotados de uma ironia cômica inigualável.
Segue uma breve sinopse do melhor livro do ano até então:

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia, todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.


Um comentário:

Luiza Iolanda Cortez disse...

Hoje, dei uma olhada nesse livro... Há um filme deveras interessante sobre a idéia do encontro com a morte - O Sétimo Selo - de Bergman.Se puder, assista!
Beijo!
=]