23 de fevereiro de 2008

DIÁRIO DE LEITURAS - O Perfume , A história de um Assassino.


[FICHA TÉCNICA]

NOME: O Perfume – A História de um Assassino (Das Parfum, die Geschichte eines Mörders)

AUTOR: Patrick Süskind

EDITORA/PUBLICAÇÃO: Editora Recorde(Editoral Presença)/ Primeira Publicação(Alemanha):1985

PALAVRAS-CHAVE: Suspense, Ironia, Sedução, Beleza.

FRASE(TRECHO) MARCANTE: ”...As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas."

PERÍODO DE LEITURA: Julho/Agosto de 2007 – Releitura em Janeiro de 2008

[COMENTARIO/SINOPSE:]

O romance do alemão Patrick Süskind foi considerado o livro da década de 80 na Alemanha. A trama passa-se no século XVIII(França) e há todo um extraordinário trabalho de reconstituição histórica, não só da época e das mentalidades, como do ofício de perfumista, que então era particularmente valorizado e que estava a cargo de artesões especializados.

Patrick Süskind conduz o leitor de página em página, de odor em odor, de perfume em perfume, enebriando-o, arrebatando-o nessa alquímica busca do absoluto que é a do seu personagem: a busca do perfume ideal, isto é, a forma suprema da Beleza. Nessa busca nada deterá Jean-Baptiste Grenouille(que nascera no meio dos mais repugnantes fedores, numa banca de peixe), nem mesmo os crimes mais hediondos. Este personagem monstruoso possui, no entanto algo de extremamente inquietante, a sua própria incorrupta pureza. Isto porque o protagonista de O Perfume (não sabemos se é louco ou sua natureza é realmente má, talvez seja por isso que consiga se tornar tão fascinante aos olhos do leitor) tem uma compreensão limitada do mundo, pois somente compreende e consegue apreciar alguma coisa pelo odor que esta possui.

Dizendo desta maneira a trama de "O Perfume" pode parecer absurda e talvez o seja. No entanto, Suskind é um escritor talentoso e o grande mérito de seu livro é tornar o que nos é absurdo possível dentro da narrativa. Habilidoso, o autor faz com que tornemos "cúmplices" do protagonista Grenouille. Sendo assim passamos enxergar o mundo á sua maneira e compartilhamos como ele seus planos para criar o melhor perfume do mundo (já que ele nasceu sem cheiro), nem que para isso ele tenha que recorrer a ingredientes nada convencionais. Uma leitura interessante. Trata-se de um suspense nada convencional.


Um comentário:

Anônimo disse...

Olá moço, tudo bom? Olha, muito obrigada pelas palavras em relação ao meu blog! =D Fico lisonjeada, passe mais vezes por lá e dê sua opinião, quebre a mesa quando necessário. =] Quanto a frase, é muito bela mesmo, mas não é minha, quem me dera! É do Paulo Leminski, de um haikai dele que é bem assim:

"Acordei Bemol, tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido."

=]

Um abraço.

Ah! Quanto ao post, não li O perfume.